segunda-feira, 23 de maio de 2016

Filhos estudando longe de casa... Por: Mey Moreira

Assim como tudo o que acontece na vida uma hora chega tua vez. Nem sempre estamos preparadas com o que está por vir, quando seu filho sai de casa é uma dessas situações que tive que me adaptar.
Filho pode ter a idade que for que para uma mãe ele sempre será aquela criança que ela segurou no ventre, depois no teu colo, ai pelas mãos, até que ele se solta pelo mundo...
Ao ver meu filho de 17 anos saindo de casa, primeiro agi pela emoção, será que ele consegue se cuidar sozinho? Consegue escolher pessoas boas para seu convívio? Saberá qual o caminho correto a prosseguir?
Carta manuscrita (mesmo o que esta
digitado)
Depois vem a solidão, quarto vazio, casa silenciosa, noites sem sono, falta de apetite e perguntas do tipo: será que esta se alimentando? Tem dormido corretamente? E quando nos falamos aquele coração apertado que diz que ele esta passando ou precisando de algo e não quer me dizer...
Mais ai a razão tem que tomar conta, você passou o melhor de si pra seu filho e, agora ele escolheu e escrever sua própria história, onde nos mães somos apenas auxiliadoras para que se tenha o ideal alcançado. Toda insegurança vira orgulho a cada conquista do seu filho e, ele vai te mostrando que essa batalha é apenas a primeira de muitas e que é capaz de vencê-las...
Esse vazio nunca será preenchido; porque você sabe que um bom guerreiro nunca foge a luta, então se espera a cada volta sua para recarregar as forças no seu lar... Com sua família até o dia em que se parte novamente levando mais um pedaço de você com ele !!!


Pensamentos de um filho longe da mãe
Não queria me delongar, pois acredito que a mensagem de minha mãe já disse tudo. Com 17 anos sai de casa atrás de um sonho que quem sabe eu irá me trazer a felicidade que tanto procuro na vida.
Sai na esperança de dias melhores, atras de um futuro melhor para mim e para os que me rodeiam. Logo, nos primeiros dias desta jornada percebi que ao me ver em uma cidade totalmente diferente da minha, não tinha mais alguém me esperando ao chegar em casa, alguém para me abraçar e olhar nos meus olhos me dizer que sou capaz. Pois é, me vi sozinho.
Ao andar pelas ruas me frustrava a não ver nenhum rosto conhecido, me sentia totalmente indefeso e inseguro. Hoje, 3 anos depois, já estou adaptado, construí laços de amizade, me estruturei e resisti, no entanto, vejo que algo ainda me falta, ainda não tenho um abraço ao chegar em casa ou palavras de conselho...
Há 19 anos e alguns meses atrás uma mulher deu a luz, trouxe a este mundo um menino, ambicioso, sonhador e cheio de expectativas. Este menino agradece a cada dia o simples fato de acordar e ver um “Bom dia filho” de alguém que está a 837 km de distancia e que ele só ve a cada 3 ou 4 meses.
Sou extremamente grato por ver as minhas conquistas sustentadas por uma pessoa que mesmo de longe, me da todo o suporte. Enfim, assim como os filhos sentem o afastamento das mães, as mães também sentem o afastamento dos filhos.
Más como ouvi uma vez: “Nossos sonhos não são os mesmos de que o dos nossos pais!”