segunda-feira, 1 de maio de 2017

Viajar cansa? Sim ou claro?

Pessoas sempre falam que viajar é excelente e que se tivessem oportunidade gostariam de passar a vida viajando... Mas, pera lá!
Como estou de intercambio na Europa, sempre que posso opto por fazer viagens mais longas, pois assim economizo em passagens aéreas, aproveito mais os destinos e assim fico mais tempo viajando.
Geralmente essas viagens passam de dez dias, a mais longa foi a minha de natal e ano novo 2016/2017. Fiquei uns 21 dias viajando, mas conheci Paris, Barcelona, Porto, Frankfurt, Berlim, Praga e Cracóvia.
E o que aprendi nessas viagens é que viajar Cansa! Sim, você leu correto, não reprima as pessoas que dizem:
- Estou cansado de tanto viajar!
Viajar cansa por diversos motivos, seja por você caminhar muitooo, não estou brincando, em media caminho 19 km por dia quando estou viajando, seja por dormir em camas de hostels, hotéis e Airbnb que não são lá aquelas coisas, seja por dormir no aeroporto (fiz isso em Bruxelas :) ), seja por gastar energia tentado entender um lugar que não é o seu de costume.
Quando viajamos gastamos muita energia e o pior, não recompomos, pois os voos são em horários impossíveis, como um voo, por exemplo, 6h da manha no qual você terá que acordar as 3h para conseguir chegar ao aeroporto.
Acumulando noites mal dormidas, horas de longas caminhadas, tempo de adaptação, peso da mochila na costa, estresse e principalmente uma péssima alimentação, a viagem tem sim, TUDO, para se tornar cansativa.
Mas e ai, o que fazer para melhorar? Os mochileiros têm varias técnicas para desestressar durantes longas viagens e curtir mais a vista. Eu particularmente, uso uma que me ajuda em três aspectos, intelectual e no que se diz a esforço físico e mental.
Eu sempre tento arranjar um local, uma pessoa que mora na cidade, para ser meu guia. Mas, why? Você andando com um local você não vai se perder, evitando assim mais esforço físico, você não vai ficar preocupado em qual a próxima atração e como chegar lá, evitando assim o esforço mental, e ainda por fim, você sai amando ainda mais o destino, por meio das historias faladas.
Então, quando alguém te falar que viajar não cansa, mostra esse textinho para ele (a) e diz:
-Tenho todo direito de estar cansado de viajar!

Viajar é excelente, conhecer pessoas, destinos, culturas, provar novas experiências e etc, mas nada será mais recompensador que uma noite bem dormida na sua cama (casa) depois de uma boa jornada!

terça-feira, 28 de março de 2017

O tão sonhado Intercambio!

Sejamos sinceros, nem sempre acreditar nos trará aquilo o que queremos, é necessário fazer! Mas mesmo quando fazemos, fazemos e fazemos mais um pouco, acreditamos que nossas vitorias ainda levaram certo tempo ou até talvez não sejam alcançadas.
Mas vamos direto ao assunto, o tão quisto intercambio. Para muitos é algo impensável, outros sonham com ele e já outros realizam todos os anos...
No entanto, vamos falar somente dos sonhadores... Assim como eu e possivelmente você!
Sempre sonhei em sair do meu país, no inicio não tinha um destino do coração, hoje tenho um, o qual ainda não consegui :( Lamentos a parte, não importava para onde, eu queria sair do Brasil, conhecer novas culturas, lugares, pessoas, cores, sabores, cheiros... Um novo mundo.
Quando estava na Universidade, fiz de tudo para alcançar esse meu objetivo. Aprimorei meu curriculum, bem como publicando artigos, participando de empresas juniores, grupos de pesquisa, fiz iniciação cientifica e projetos extraclasse, tudo isso para me tornar diferente dos demais. E é claro que minhas notas estavam nas alturas, pois queria esse intercambio.
Na Universidade que estudo, se você tem boas notas e um curriculum bacana você pode concorrer a bolsas de intercambio. Dito isso, vai meu primeiro recado... STOP! Isso mesmo “PARE” de dar tiros para todos os lados. Saiba quais são os caminhos para atingir os seus sonhos e concentre-se neles.
Sabendo disso, continuei minha vida pacata de estudos, trabalhos, artigos, estudos, trabalhos e mais artigos... E é claro que tentava os editais de intercambio.
Com mil e setecentos documentos para serem enviados por edital, tive certa preguiça de concorrer para muitos. Em fato concorri para dois. O primeiro foi para Santiago de Compostela na Espanha, o qual fracassei...
Fiquei triste uns dias, mas depois entendi que não era minha hora, uma pelo fato de que eu estava no 1º ano da Faculdade, segundo por eu ter 17 anos e terceiro pelo fato de que eu não era tão maduro quanto hoje.
Na segunda tentativa só mandei os documentos, pois era minha segunda e ultima chance. Quando se está no terceiro ano de um curso que vai somente até o quarto, as universidades estrangeiras te recusaram no seu ultimo ano.
Como ia dizendo eu mandei e continuei fazendo as minhas coisas. Até que quase 2 meses recebi um e-mail dizendo que eu tinha sido aprovado. Porém, eu havia colocado 3 universidades, duas na Espanha e só porque foi necessário a ultima opção na Hungria. Mas adivinha onde fui aprovado?
Sim, na Hungria, um país que eu pouco conhecia e de verdade, nem de sua localização eu tinha conhecimento. E o problema principal foi que eu não falava inglês.
Mas estava feito, me vi indo a embaixada húngara para dar entrada no visto, depois estava eu aos prantos no aeroporto de Guarulhos despedindo da minha família e quando acordei estava eu pisando em solo húngaro.
Cidadela- Budapeste/ Humgria
Historias a parte. Quero dizer que não desenhei isso para minha vida, quisera eu imaginar isso um dia. Mas aqui estou, há 7 meses, aprendi inglês, já conheço quase toda Europa, tenho vários amigos de diversos países, aprendi muito na Universidade daqui e em breve volto para o solo brasileiro.
Assim como ocorreu comigo, tente entender, seus planos podem mudar a sua vida pode lhe dar outros caminhos e o fato de os caminhos terem se alterado não significa que foi para pior...
Trabalhe duro para conquistar o que sonha, saiba seus caminhos, não se decepcione com os fracassos no meio do caminho, MAS, acima de tudo, esteja aberto a largar tudo e abraça o que a vida lhe oferece!

#EstejaAbertoAMudanças

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Porto: Uma simpatia em forma de cidade

Há cidades e HÁ cidades (já falei isso dezenas de vezes), mas isso é bem real, pois algumas cidades são tão encantadoras que você deseja voltar mais e mais vezes. Por exemplo, a cidade do Porto, em Portugal.
Tenho uma teoria, que a cada dia se confirma na Europa. Segundo minha teoria, as cidades mais divulgadas têm mais chances de nos decepcionarmos do que com cidades desconhecida. Direi-lhes o motivo, primeiro pelo fato de que quando se há muita divulgação criamos mais expectativas, que logo, dificilmente são atingidas.

Segundo, pois, cidades turísticas possuem muitos turistas, logo, você acaba tendo que desviar de tanta gente que não consegue tirar uma única foto.
Porto, por sua vez, é um Hub internacional, muitos voos fazem conexão por lá, mas mesmo assim, com uma considerável divulgação, a cidade te encanta em cada viela.
A cidade é grandinha, mas tem seu charme no centro histórico, como por exemplo, na Praça dos Aliados, o ponto de encontro principal. A arquitetura da cidade faz você navegar na historia de Portugal e inclusive do Brasil.
A culinária é muito parecida com a nossa, tem feijão, macarrão, ovo, carne, porco e outras coisas mais. E o melhor, pode usar seu português à vontade, eles nos entendem perfeitamente e diferente de muitos outros países da Europa, os portugueses são super simpáticos.
Aliás, tá ai, “simpatia”, uma coisa dificil de ver na Europa que os portugueses tiram de letra, claro que não é o nosso jeitinho brasileiro, mas tá quase lá.
Quase ia me esquecendo, em Porto, o pastel de Belém é chamado de Pastel de Natal, um pastel dos anjos me deliciei muito com eles, super recomendo.
Porto tem metro por todo lado, dá para ir para onde quiser, inclusive usa-se metro ate o aeroporto. A cidade não é tão cara, tem preço acessível. Outra coisa comprem lembrancinhas no Mercado do Bolhão, é mais barato do que na cidade.

Por fim, desfrute essa cidade, acredito que 2 dias são suficientes para ver tudo e desfrutar com muito amor! Hasta luego!

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Ser protagonista é realmente necessário?

De o seu melhor, seja melhor, se mostre, seja diferente, se destaque, me orgulhe, se orgulhe, orgulhe sua família, nos orgulhe, represente, vença, corra, lute e ganhe!
Pessoas amam dizer o que você deve, deveria e irá fazer, adoram palpitar sobre sua vida e quando isso se torna tão incessante você começa acreditar que você não está dando o melhor de si, que está falhando em certos aspectos que deveria deixar algumas coisas de lado e se dedicar mais em algumas outras coisas.
Certa vez, ouvi uma frase “no mundo atual, todos querem ser protagonistas”, mas já parou para pensar se todos tornassem protagonistas? Já imaginou uma novela sem figurantes? Sem coadjuvantes? Sem contrarregras? Sem antagonistas?
O problema principal não é todos serem protagonistas, mas sim, todos serem obrigados a se tornarem alguém. E nessa cobrança da sociedade por ser alguém, por se tornar em alguém, a cada dia pessoas esquecem de quem um dia elas foram.
Pois a nossa vida é como uma caixa, devemos deixa-la aberta para coisas novas entrar, mas devemos saber que uma hora não haverá espaço e coisas velhas terão que sair.
Nessa luta incansável em ser protagonistas tememos falhar, desonrar nossas famílias, apagar nossa historia ou simplesmente ser taxado como fracassado. Mas já dizia o sábio “fraco não é aquele que fracassou, mas sim aquele que nunca tentou”.
Mas nessas tentativas nos tornamos reféns de nossos pensamentos que insistem em rugir e dizer que não somos bons o suficiente, que não podemos chegar lá e que talvez nunca pudéssemos chegar lá.
Mas afinal o que é chegar lá? Qual o problema de não ser ninguém? Qual o problema de ser coadjuvante?
O problema que a sociedade não aceita, seus amigos não aceitam, seus pais não aceitarão e por tudo o que dizem você não aceitará. Pois afinal, você precisa ter um bom emprego, uma boa família, um bom carro, uma casa legal, ser provido no trabalho, ajudar os pobres, ser consciente, ter uma religião, ter um time de futebol, ter filhos, não ser gay, não ser lésbica, não ter filhos gays, ser de preferência branco de olhos claros de sobrenome forte, morando em Orlando ou Londres... What? Por que mesmo temos que seguir os padrões sociais?
Mas acho engraçado que pessoas cobram que você seja o protagonista, mas esquecem que a todo minuto precisamos de coadjuvantes, afinal, se todos forem arquitetos quem vai fazer o concreto? Se todos forem atores quem vai montar o cenário?  E por ai vai.
Assim como dizia Brecht em sua obra “perguntas de um operário letrado”, mas afinal “O jovem Alexandre conquistou as Índias, Sozinho?”.
Nascer, crescer e morrer, nesse ciclo de vida pare de se preocupar em triunfar e pense em apenas ser feliz por si próprio. Sonhos são relativos, imensuráveis e irreais, viva os teus e não permita que ninguém acrescente ou decrescente aquilo que você sonhou!

Who are you? 
                                            Only you need to be yourself