terça-feira, 21 de novembro de 2017

E existe a depressão pós-intercâmbio?

Há um tempo que eu venho pensando no melhor momento de compartilhar aquilo que mais frustra viajantes, a depressão pós-viagem e, eu não foi poupado.
Quando estava indo para o intercâmbio acreditei que o que eu sentia seria para sempre, nunca passaria e que a cada dia meus devaneios seriam mais e mais fortes até que em algum momento eu poderia voltar para o Brasil e passar horas e horas mostrando minhas fotos para meus amigos e compartilhando minhas experiências.
De fato, parte disso aconteceu. Eu vivenciei coisas incríveis, chorei, sorri, falei, cantei, comi, dancei... Enfim, fiz de tudo e, lembrar que no começo tive um medo insuportável de partir por acreditar que não iria conseguir me virar em solo estrangeiro.
Aos poucos as horas foram se tornando dias, os dias meses e lá se foram os dez meses que iria ficar abroad. Não sei nem como descrever a intensidade das relações que obtive, não sei nem ao menos falar o motivo pelo qual me senti tão cidadão de uma terra que nunca fora minha, mas que me acolheu e me fez conhecer seus encantos e tristezas.
Nas últimas semanas já quis ficar, me agarrei ao solo húngaro e decidi nunca mais voltar para minha pátria. No entanto essa decisão foi tomada no meu subconsciente, mas não era real, eu teria que voltar, dar segmento na vida e abandonar tudo aquilo que foi a minha vida por dez incríveis meses.
Quando tive que despedir daqueles que deixei por lá parecia que parte de mim ficava e saltava do meu peito. Aprendi que fácil e dizer “até logo” quando você tem a noção que em um futuro breve você estará de volta e que impossível é dizer “adeus” não podendo dizer “até logo”, pois nunca se sabe quando voltará para as terras do velho mundo.
Na volta para o Brasil vem um êxtase, reencontrar a família no aeroporto, rever os amigos, professores e todos aqueles que ficaram torcendo pelo seu sucesso daqui. Estase esse que tem prazo, umas duas semanas mais ou menos, que é quando você entrega as lembranças que você comprou, conta parte da sua experiência e põe o assunto em dia, depois desse tempo, vem o que eu sinto agora.
Eu me sinto incompleto, um pouco menos sonhador e sem palavras para expressar a mim mesmo. Porém, sei que conquistei coisas que boa parte da população brasileira somente sonha, sei que realizei meu sonho e tudo mais....
Mas, tudo parece tão distante, parece que nunca aconteceu, ao ver minhas fotos das viagens eu me sinto triste. Triste por não poder estar vivenciando novamente, triste por já ter passado e, triste, por não saber quando voltarei.
Não é que a tão falada depressão pós-viagem realmente existe.


segunda-feira, 19 de junho de 2017

E se você pudesse voltar no tempo? A viagem da vida

E se você pudesse voltar no tempo? Sabe quando acontece alguma coisa por desleixo nosso e nós desejamos mais que tudo voltar no tempo, então, se você pudesse voltaria?
Quantas vezes escolhemos um destino que ao chegar lá não foi tudo aquilo, ou compramos um souvenir que no final achamos um preço mais barato, perdemos o nosso voo, gastamos dinheiro de mais por bobeira ou até mesmo esquecemos nossos pertences em algum lugar.
Todas essas situações nos batem aquele arrependimento, não é mesmo? Mas, vamos interpretar de outra forma.
imagem retirada da internet
Imagine que a vida seja uma grande viagem, você escolhe os destinos (caminhos) e, algumas vezes os destinos (caminhos) não são lá tão prazerosos e nos arrependemos disso... Seja por escolher uma carreira, seja por trilhar um sucesso profissional de maneiras não convencionais ou por se casar cedo de mais e etc.
Agora imagine que o souvenir caro seja uma pessoa que nos decepcionou. Muitas vezes supervalorizamos pessoas que não valem tudo o que dizem que valem e, que no final das contas, só os valorizamos por medo de andar e não achar nada mais em conta (outra pessoa).
O perder o voo, gastar dinheiro em bobeira é basicamente o que fazemos todos os dias, perdemos boas oportunidades, gastamos nosso tempo com coisas que não devíamos e no final esquecemos nossos pertences (sentimentos, pessoas, coisas, oportunidades e etc) em qualquer lugar.
Mas e ai? Se fosse possível voltaria no tempo?
Eu confesso que muitas vezes quis voltar, mas ai comecei usar a seguinte filosofia: “Nada é por acaso se você está aqui é porque existe uma razão”; Assim como as coisas que ocorrem contigo, elas tem um motivo. Seja para te ensinar, para te dar uma lição, te mostrar ser mais humano, menos distraído e/ou valorizar mais as pequenas coisas.
De fato, não podemos voltar no tempo, mas podemos aprender com as coisas que nos ocorre, não é sorte ou azar, é o fluxo da vida, você ganha coisas, você perde coisas. Mas no final, sabe o porquê é bom perder?

Para você apreciar ainda mais a sua vitória!

segunda-feira, 12 de junho de 2017

7 Dicas para viajar sozinho

Viajar sozinho para alguns pode parecer ruim, para outros pode parecer fantástico e para muitos um tanto quanto solitário. Mas, no entanto, sempre tem a primeira vez para tudo! Assim, se você vai ser um viajante solitário, segue essas dicas:


1º Escolha Hospedagens Compartilhadas
Pessoas viajam sozinhas por vários motivos, mas se o seu é fazer amigos, aposte nessa opção. Pois tem muita gente (muita mesmo), que viaja sozinha e, está procurando por amigos. Além disso, nas hospedagens compartilhadas (hostels, Airbnb, couchsurfing) você pode conhecer novas culturas, línguas, países e muito mais.
Eu particularmente quando viajei sozinho sempre encontrei grupo de pessoas, ou viajantes solitários, os quais me relacionei e minha “viagem solitária” se tornou um intercambio de ideias.

2º Use e abuse das comunidades do Facebook
Eu gosto de viajar sozinho e falar com os locais, pessoas que vivem na cidade e, assim, aprender um pouco mais. Ai, sabe aquelas comunidades: “brasileiros em Londres”, “brasileiros em Dublin”, “Curitiba para viajantes” e etc? Então, antes da sua viagem peça para fazer parte, depois faça um post curto, dizendo que está indo para cidade e se alguém se habilita para mostrar a cidade.
Feito isso, só espere, sempre aparece uma boa alma que gosta de conversar e fazer amizades.

3º Use o “free walking tour”
Se acaso ninguém se oferecer para dar aquele “role” com você pela cidade, veja na internet se existe alguma companhia que oferece um tour gratuito (free walking tour). Na Europa quase todas as cidades turísticas possuem essa modalide e, participar é perfeito para conhecer amigos e não se sentir solitário.

4º Planeje tudo com antecedência e detalhes
Quando viajamos acompanhados geralmente não nos preocupados com roteiros,  lugares para visitar, coisas para ver e fazer e etc. Assim, sozinho você terá que se organizar para não perder aquele atrativo, aquele voo ou o caminho até o hostel.
Então deixe tudo anotado, rotas, preços, hospedagem, horários, o que visitar o que levar, o que comer e outras coisas, pois assim você terá uma viagem mais tranquila e, planejando com antecedência você não perde tempo durante sua viagem.

5º Esteja aberto a alterações
Sei que disse na dica nº 4 para você se planejar, mas não faça planos tão imutáveis, os deixe mais flexíveis, pois se você conhecer alguém no caminho vocês poderão adicionar coisas e deixar coisas.

6º Não é feio pedir uma foto
Se você quiser uma foto sua naquele atrativo dos sonhos, mas não tem nenhum amigo para tirar, não se preocupe, sempre tem alguém, um turista ou um local, que pode gastar seus 5 segundos para te dar aquela “mãozinha”.
Mas e se a foto não sair boa? Peça novamente para outra pessoa, até que você consiga a foto desejada.
Além de conseguir sua foto, você vai estar conhecendo mais pessoas. Foi num desses “pedidos de foto” que conheci duas pessoas fantásticas em Estocolmo- Suécia, as duas meninas eram da Malásia e, nós, passados o dia todo juntos.

7º Deixe-se apaixonar
“Sit back, relax and enjoy your trip” (sente-se, relaxe e aproveite sua viagem) este deve ser o seu lema, pois deixar se apaixonar pelas pessoas que você encontrar, pelos destinos, pela culinária, pela língua ou pelas bizarrices vão fazer você ter a viagem mais inesquecível de todos os tempos, assim, não se feche para as pessoas e para os lugares.


sexta-feira, 9 de junho de 2017

Os 6 fatores básicos para ter uma boa experiência usando Airbnb

Num artigo anterior, discursei sobre as minhas experiências com Airbnb e os motivos iniciais da criação do Airbnb (que pode ser acessado aqui). Agora vou dar algumas dicas de como conseguir desconto, diminuir dor de cabeça e ter uma experiência legal nesse novo jeito de hospedar.
Primeira pergunta usar Airbnb, vale apena? Então, depende muito. Existem alguns fatores que devem ser elencados: Numero de Pessoas, Localização da Propriedade, Qualidade da Propriedade, Periodo de Compra, Cidade/Estado e País e tempo de estadia.
Falemos do Numero de Pessoas, as propriedades atribuem diferentes preços para o numero de pessoas, pois geralmente não se reserva uma cama, mais sim, um quarto ou o apartamento completo. Assim, se esta viajando sozinho, os preços no Airbnb podem estar mais salgados do que nos hostels, além disso, se você viaja com grupos grandes, de 6 ou mais pessoas, você poderá encontrar problemas em buscar propriedades que aceitem esse contingente em alguns destinos.
Já sobre a Localização, as propriedades no Aibnb, variam de preço conforme a sua localização, quanto mais próximas do centro turístico, mais caras e, quanto mais afastadas, mais em conta. Assim, veja se é mais viável procurar algo mais afastado e comprar o ticket de transporte publico (fiz isso em Paris e, foi super mais vantajoso).
A qualidade é algo essencial, quando viajamos queremos um banheiro que funcione, uma cama “dormivel”, um espaço sem ruídos, seguro e amigável. Mas nem todos anfitriões oferecem isso, então, antes de fechar qualquer negocio, leia os comentários dos hospedes anteriores e preste bem atenção na descrição da propriedade dada pelo anfitrião.
Sobre o periodo de compra, além dos preços das propriedades sofrerem alterações conforme as datas estão mais próximas, você enfrentará problemas para encontrar propriedades em um curto espaço de tempo. Assim, programe sua viagem com bastante tempo de antecedência para conseguir um bom lugar com um bom preço.
A Cidade/Estado/País é algo que conta muito na viabilidade de uma propriedade do Airbnb em comparação com os hotéis e hotel tradicionais. Por exemplo, em Paris, Veneza e Copenhague o Airbnb foi a saída mais barata para se hospedar nesses lugares caros.
E por fim, o tempo de estadia, algumas propriedades não aceitam menos de 2 dias e, existe uma “taxa de limpeza”, algumas vezes elas são somadas por dia de estadia e, em outros caso, se paga uma taxa fixa pelo tempo de hospedagem, assim, mais dias resultam em uma tarifa mais viável.
Sobre descontos, no Aibnb há uma opção de enviar um link para seus amigos que ainda não tenham uma conta, se ele faz o cadastro dele, usando o link enviado, faz uma reserva e efetua o check out, você pode ganhar de 10 a 28 euros, dependendo da reserva do seu amigo.
Fiz um tramite bem interessante quando viajei, pois além de você ganhar enviando o link, seu amigo também ganha alguns reais/euros/dólares de desconto. Assim, como viajei com 3 pessoas, e nenhuma delas tinham conta, enviei o link para minhas amigas e, fizemos todas as viagens uma em cada conta para ganhar aqueles “euros” de desconto.

Bom, essas foram algumas dicas. Prepare as suas malas, avalie o quão bom o Airbnb é em determinada região comparada às outras ofertas, não feche na primeira propriedade, fale com o anfitrião e só forneça seus dados quando sentir totalmente confiante!

Veja a Palestra no Sesc sobre o Airbnb: https://www.sescsp.org.br/turismo/6583_VIAJANTE+CONECTADO+AIRBNB