segunda-feira, 25 de junho de 2018

Criadores de conteúdo da ATH recebem premio no 12° Fórum Internacional de Turismo do Iguassu

O 12º Fórum Internacional de Turismo do Iguassu foi um evento complementar do 13º Festival das Cataratas que ocorreu na cidade de Foz do Iguaçu/PR, no Rafain Palace Hotel & Convention, durantes os dias 20, 21 e 22 de junho de 2018.
Paulo Angeli, coordenador do festival, ressaltou durante a solenidade de abertura que o Fórum de Turismo é o “maior e melhor evento científico do turismo dás Américas”. Além disso, segundo o site oficial do evento, nesta edição foram enviados foram submetidos 309 trabalhos entre resumos e artigos científicos provenientes de inúmeras instituições de ensino espalhadas pelo Brasil. (FESTIVAL DAS CATARATAS, 2018)
Nesta edição, dois dos criadores de conteúdo da A Arte do Turismo e da Hotelaria-ATH estiveram presentes no evento e foram premiados em ambas as categorias do evento.
Éverton e Túlio
Foto: Acervo Pessoal, 2018.
Éverton Felipe Kaizer, estudante de Turismo na Universidade Federal de Pelotas (UFPel), colaborador na ATH desde 2015, recebeu a premiação de melhor Resumo Expandido junto com os coautores Tulio Matheus Amarillo Souza, Sirlene de Mello Sopeña, Anelize Milano Cardoso e Tanara Gomes da Costa. O Resumo Expandido premiado intitulava-se “Idosos, envelhecimento e terceira idade: análise da produção acadêmica a partir das publicações no Fórum Internacional de Turismo do Iguassu”.
Segundo Éverton sobre sua conquista:
Eu não tinha esperança de ganhar esse ano. Nos outros eu até pensava na possibilidade. Quando anunciaram que tinhamos ficado entre os 10 melhores eu fiquei muito surpreso. E quando soube que tinha ganhado o primeiro lugar, não acreditei! Custou para eu entender que era real e que o nosso trabalho tinha sido o melhor resumo expandido da edição. Voltamos pra Pelotas comemorando e com o cheque em frente ao ônibus. Afinal, a UFPel ganhou novamente o prêmio de melhor resumo expandido do Fórum Internacional de Turismo do Iguassu.
O Resumo Expandido premiado foi um trabalho desenvolvido dentro do projeto de pesquisa "Projetando lugares com idosos: rumo às comunidades amigas do envelhecimento", parceria entre cinco Universidades britânicas e três Universidades brasileiras. A coordenação no Brasil é feita pela professora da UFPel, Dra. Adriana Portella. O trabalho busca identificar nos anais do Fórum Internacional de Turismo do Iguassu as pesquisas que possuem como temática: idosos, envelhecimento e terceira idade.
Foto da Premiação (Leonardo a esquerda)
Foto: Jean Pavão
Na categoria de Artigo Científico o primeiro lugar foi para Leonardo Giovane Moreira Gonçalves, fundador da ATH e estudante de turismo da Universidade Estadual Paulista (UNESP), Campos de Rosana/SP. Leonardo e sua orientadora a Profa. Dra. Rosangela Custodio Cortez Thomaz foram premiados com o artigo intitulado “O museu no espaço rural: percursos para constituição do futuro Museu do Assentado no município de Rosana/SP”.


Sobre a premiação, Leonardo informou que:
Sobre o 12º Fórum Internacional de Turismo do Iguassu quando enviamos o trabalho intitulado "O Museu no espaço rural: percursos para constituição do futuro Museu do Assentado no município de Rosana/SP" não esperávamos o Premio e muito menos estar entre os 10 melhores, primeiramente pois haviam sido submetidos mais de 309 trabalhos e, também porque concorríamos na categoria de Artigos Científicos, na qual pesquisadores renomados, mestres, doutores e pós-doutores participam. Além disso, o artigo submetido, ao meu ver inicial, não tinha chance de concorrer ao prêmio pois ele retrata de que modo entendemos o Museu, suas bases culturais e os percursos que tivemos desde 2014 aos dias atuais, ou seja, o artigo premiado é um trabalho justificativo e expositivo fundamental para entender o Museu do Assentado.
Segundo o autor o Artigo Científico premiado faz parte do projeto “Turismo cultural rural: o Museu do Assentado no município de Rosana/SP”, financiado na atualidade pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), que tem como intuito inventariar o patrimônio material e imaterial por meio das memórias dos entrevistados dos quatro assentamentos de reforma agrária do município de Rosana/SP e, assim, findar a implantação do primeiro Museu do assentado em território nacional.
Nós da A Arte do Turismo e da Hotelaria ficamos extremamente felizes de ver dois de nossos colaboradores sendo premiados e um evento de renome na academia do Turismo. Parabéns, Éverton e Leonardo!

Referências
FESTIVAL DAS CATARATAS. Saiba quais foram os melhores trabalhos do 12º Fórum Internacional de Turismo do Iguassu. 2018. Disponível em <http://festivaldeturismodascataratas.com/saiba-quais-foram-os-melhores-trabalhos-do-12o-forum-internacional-de-turismo-do-iguassu/> Acesso em: 25 jun. 2018.

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Por que temos que provar constantemente que somos capazes?

Acho que já escrevi mais posts sobre crises existências do que eu posso contar. Mas aí vai mais um.
Iniciamos com uma pergunta: Por que temos que provar constantemente que somos capazes?
Imagem Retirada da Internet
Atualmente a vida é feita de etapas, infância, adolescência, faculdade, problemas, problemas, vida adulta, mais problemas e, talvez velhice (com problemas).
Eu saí do Ensino Médio e achei que a maior dificuldade da minha vida fosse entrar na faculdade, bobo foi eu. Na faculdade descobri que o difícil não é entrar na faculdade, mas sim terminar ela, pois a cada semestre é um stress diferente, uma gastrite diferente e um desafio ainda maior.
Controlar a ansiedade frente a provas, trabalhos, apresentações, faça isso, mostre aquilo, seja isso é muito, muito, difícil.
Na moral, a faculdade não te forma somente para a profissão, ela te forma para a vida, pois é cada situação que se você não passar não haverá aquele lindo amanhã.
Ai no fim da faculdade você tem que conquistar seu estágio, se sujeitar a quaisquer condições, baixar a guarda e seguir em frente. Depois vem o TCC, longas e longas noites a claro.
Só que daí o que te deixa sem dormir são outras questões: O que fazer depois da faculdade?
O medo de voltar para casa dos pais sem emprego te toma, a necessidade de mostrar para sociedade que você é capaz te detona, a auto necessidade de mostrar para o mundo que você não fez uma má escolha te desmorona, e por ai vai.
Aí você pensa, eu não poderia ser só contratado? Entrar em um mestrado sem dificuldades? Conseguir um concurso público de primeira?
Mas, não é assim. Você vai ter que provar que é capaz, que merece aquela vaga de emprego, mestrado e etc.. Vai ter que provar que é melhor que os outros, que possui um diferencial e que merece ser escolhido. Mas tudo isso para que? E novamente?
Você já passou por essa seleção para entrar na faculdade, você passou por essa seleção semestre por semestre na faculdade e, fora dela isso ainda não vai terminar? Não meu amigo, não vai.
Na nossa sociedade temos que constantemente mostrar que somos capazes, que podemos e que somos competitivos nesse mercado da vida.  
Mas entre acertos, erros, noites sem dormir e horas e horas de pensamentos inconclusivos vamos vivendo nossas vidas à espera da palavra do momento: Reconhecimento!


quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Os encantos e desencantos na profissão do Turismólogo

Imagem Retirada da Internet
Se você já ouviu aquele discurso de que o turismo é uma fonte estrondosa para o desenvolvimento econômico, cultural e social de uma localidade, mas que as pessoas não valorizam os turismólogos. Puxa uma cadeira, vamos conversar!
Acho que já me apaixonei e me desencantei pela profissão de turismólogo mais vezes do que eu posso contar. Mas, sempre sei que depois da tempestade volto a me apaixonar pelo caminho tortuoso e florescente que escolhi.
O turismo é assim, você tem certeza que você está no caminho certo, no seu emprego você está conseguindo pequenas vitórias, mas sempre vem alguém que não sabe nada da área, ou acha que fazer turismo é só fazer eventos e, destrói todo seu castelo de areia.
Faz parte, faz, mas dói. E em falar profissão doida é essa a nossa hein! Estamos de parabéns!
Entre dores e amores vamos nos tornando mais fortes e, por incrível que pareça, é quando a gente quebra a cara que a gente consegue ver o quão importante o turismólogo é para o planejamento e desenvolvimento do turismo. Tem algumas situações, principalmente nas pastas públicas, que você enquanto profissional do turismo, sabe que o que estão fazendo estão completamente errados, mas ninguém te escuta.
Sim meu amigo (a), eu sei o quanto é ruim quando não te escutam ou te obrigam a fazer o que você não gosta. Sei que você morre por dentro, tem vontade de rasgar seu diploma, pular na frente do próximo ônibus e nem voltar no outro dia.
Contudo, talvez seja muita pretensão minha, mas eu acho que um dia, as instituições vão perder tanto dinheiro por falta de visão estratégica e planejamento turístico que eles vão começar a nos enxergar como capazes. Aqui no estado de São Paulo este dia tem até número, Lei 1.261/15.
Enquanto esse dia não chega, a gente fica aqui, nos qualificando, lutando, chorando, se encantado pelas pequenas conquistas e se mantendo firme naquilo que um dia escolhemos para nos fazer feliz!


Ps: Amo minha profissão e, mesmo com tantas dificuldades, não escolheria outra.

terça-feira, 21 de novembro de 2017

E existe a depressão pós-intercâmbio?

Há um tempo que eu venho pensando no melhor momento de compartilhar aquilo que mais frustra viajantes, a depressão pós-viagem e, eu não foi poupado.
Quando estava indo para o intercâmbio acreditei que o que eu sentia seria para sempre, nunca passaria e que a cada dia meus devaneios seriam mais e mais fortes até que em algum momento eu poderia voltar para o Brasil e passar horas e horas mostrando minhas fotos para meus amigos e compartilhando minhas experiências.
De fato, parte disso aconteceu. Eu vivenciei coisas incríveis, chorei, sorri, falei, cantei, comi, dancei... Enfim, fiz de tudo e, lembrar que no começo tive um medo insuportável de partir por acreditar que não iria conseguir me virar em solo estrangeiro.
Aos poucos as horas foram se tornando dias, os dias meses e lá se foram os dez meses que iria ficar abroad. Não sei nem como descrever a intensidade das relações que obtive, não sei nem ao menos falar o motivo pelo qual me senti tão cidadão de uma terra que nunca fora minha, mas que me acolheu e me fez conhecer seus encantos e tristezas.
Nas últimas semanas já quis ficar, me agarrei ao solo húngaro e decidi nunca mais voltar para minha pátria. No entanto essa decisão foi tomada no meu subconsciente, mas não era real, eu teria que voltar, dar segmento na vida e abandonar tudo aquilo que foi a minha vida por dez incríveis meses.
Quando tive que despedir daqueles que deixei por lá parecia que parte de mim ficava e saltava do meu peito. Aprendi que fácil e dizer “até logo” quando você tem a noção que em um futuro breve você estará de volta e que impossível é dizer “adeus” não podendo dizer “até logo”, pois nunca se sabe quando voltará para as terras do velho mundo.
Na volta para o Brasil vem um êxtase, reencontrar a família no aeroporto, rever os amigos, professores e todos aqueles que ficaram torcendo pelo seu sucesso daqui. Estase esse que tem prazo, umas duas semanas mais ou menos, que é quando você entrega as lembranças que você comprou, conta parte da sua experiência e põe o assunto em dia, depois desse tempo, vem o que eu sinto agora.
Eu me sinto incompleto, um pouco menos sonhador e sem palavras para expressar a mim mesmo. Porém, sei que conquistei coisas que boa parte da população brasileira somente sonha, sei que realizei meu sonho e tudo mais....
Mas, tudo parece tão distante, parece que nunca aconteceu, ao ver minhas fotos das viagens eu me sinto triste. Triste por não poder estar vivenciando novamente, triste por já ter passado e, triste, por não saber quando voltarei.
Não é que a tão falada depressão pós-viagem realmente existe.