quarta-feira, 22 de abril de 2015

Frustrações de um Estudante de Turismo

Escolher a profissão ideal é algo realmente muito difícil, ainda mais se for à primeira escolha. Acredito que relato um sentimento próprio e um sentimento de inúmeras pessoas, quando afirmo que escolher algo que refletirá nos seus próximos anos é algo realmente perturbador.
A Liberdade Expressiva.
Colagem em Papel Cartão.
Não vou procurar abordar o universo da escolha da profissão neste texto, mas sim abordarei a escolha de uma profissão específica, a do Turismólogo.
Profissão essa recente na sociedade contemporânea, com um reconhecimento bem recente e sem regulamentação. Profissão, que muito se fala na sua importância para o planejamento do turismo em todas as suas modalidades, e, além disso, a ciência que estuda o fenômeno do turismo. Teoricamente falando, temos muito campo de atuação e mercado para suprir a mão de obra gerada, mas só teoricamente (ou talvez não).
Quando se entra no curso de bacharel em turismo, um novo mundo renasce, pelas palavras de nossos professores somos embalados a sonhar com um futuro próspero e digno do nosso esforço de mais de 4 anos de faculdade.
Contudo, além do fato de existir pouca informação sobre a profissão na internet, e as que existem são pouco embasadoras e fazem referencia ao meio teórico, e por sua vez, as que retratam o meio prático da profissão são desmotivadoras.
A desmotivação é gerada nas informações errôneas veiculadas na internet, o desconhecimento da população sobre o papel do turismólogo, e por ultimo, mas de suma importância, a difamação e as experiências contadas por profissionais que já são formados em turismo.
Esses profissionais, em sua maioria, profanam coisas que são capazes de fazer qualquer um largar o curso de turismo. Para se ter uma ideia, eles dizem que a área não possui campo de trabalho, que não somos regulamentados e que eles estariam felizes se não tivessem feito turismo, em parte não estão errados.
Mas sem sombra de dúvidas não é possível ter animo para cursar turismo após o relato deles.
Contudo, acredito eu, e afirmo isso todo dia para continuar nesta jornada, que o nosso futuro somos nós que fazemos. Se não somos regulamentados, não temos salário digno e campo de trabalho, isso é um problema da categoria em um todo e, cabe ao todo lutar para mudar essa realidade, mas se o todo não coopera, cabe a você mudar o seu destino.
Mudar o destino é simplesmente criar as oportunidades, se engajar, procurar reinventar e se inserir no mercado de trabalho. Se ficarmos em casa reclamando ou desistir na primeira barreira, nunca vamos conseguir nada. E no meu ponto de vista é isso que ocorre com a maioria dos turismólogos, a acomodação, ou simplesmente, esperar que o outro lute e faça por você.

Se pudesse dar um conselho, falaria- Não seja mais um acomodado, não seja mais um ser envolvido pela inércia e alienado, mude o seu “hoje” para que o “amanha” seja diferente.