segunda-feira, 22 de junho de 2015

O Mês dos Festejos- Junho


No mês de junho, as ruas da pacata Joanópolis (SP) se enchem de cor, cheiros, sabores, diversão e religiosidade. Os moradores desta cidade contam os dias para os tão esperados festejos do mês.
A ansiedade toma conta de crianças, jovens, adultos e idosos dali e de municípios vizinhos, pois é a maior festa junina da região. Centenas de turistas visitam a cidadezinha nesta época em busca de novos sentimentos e experiências, quando se avista do alto o mar de gente, faz acreditar que estamos até numa cidade grande.
Talvez, a vinda desses turistas se dê por conta das ruas temáticas, que oferecem quitutes, bebidas e outros insumos típicos da mesa caipira, ou talvez pelas apresentações musicas, que por sua vez se manifestam em diversos ritmos e símbolos, ou apenas pelo simples fato de conhecer um lugar novo e explorar tudo o que ele tem para oferecer.
Saber exatamente o real motivo que traz tantas pessoas é um pouco difícil, dado que são tantos os motivos que encantam munícipes e turistas nesta época.
O que se sabe é que todos se divertem, comem, bebem, dançam e curtem os mais de quadro dias de festejos. A Festa de São João Batista já virou “figurinha carimbada” de Joanópolis, todos a conhecem e não perdem um ano sequer.
Contudo, assim como o público que visita a cidade, a festa também sofreu modificações. Há 136 anos, provavelmente, ela não era do jeito que é hoje. Atualmente, ela cresceu, possui mais atrações, barracas, palcos, danças e etc.
Tornou-se uma oportunidade de “lucrar” para muitos comerciantes locais e estrangeiros. O que em sua essência possuía um caráter religioso, hoje adotado pelo poder público se tornou mais um atrativo, um mero festejo, no qual não se sabe nem ao certo a sua origem e razão.

Os festejos que em outrora traziam o nome de “Festa de São João Batista”, hoje reflete a sua configuração mercadológica, que lhe dá o nome de “Festa do Aniversário da Cidade”. Afinal, em um contexto social em que não se arraiga traços culturais, a mudança de nome, costumes e hábitos se torna apenas mais um elemento da cultura globalizada.