quinta-feira, 15 de setembro de 2016

A Montanha Russa chamada Intercambio!

Parlamento Húngaro
São tantas palavras em minha mente, tantas histórias, tantas frases, imagens de lugares, expressões e tudo mais que três semanas em um novo país poderiam fazer com uma pessoa.
Fico a pensar se posso absorver tudo que vejo, leio e escuto. Parece ser tanta coisa eu ao deitar minha cabeça no travesseiro á noite fico a pensar em tudo o que ocorreu durante o dia e, tenham certeza, não foi pouca coisa.
As pessoas visualizam minhas fotos no Facebook ou no Instagram, imaginando que está tudo lindo, maravilhoso e divertido. Claro que está, pois aqui tudo é lindo, tudo é maravilhoso e as pessoas são diferentes.
Mas até que ponto a diferença é boa? Até que ponto um novo país, uma nova vida deixa de ser novidade e começa a ser cotidiano?
Pense que muitas vezes nos deixamos de nos impressionar, deixamos de nos encantar pelas pequenas coisas que vemos ao nosso redor. Meu amigo me disse uma vez:
- Léo quando você for para fora do país você vai se tornar Patriota.
Pois é, acredito que ainda não me transformei em um perfeito patriota, mas em três semanas aqui já pude valorizar as pequenas coisas cotidianas que temos no Brasil e muitas vezes nem valorizamos.
Seja o nosso salgadinho frito de cada dia, o nosso pão francês, o nosso pingado, a festas depois do expediente, o bom dia do porteiro, o caos do metro, uma boa ação de alguém na rua, a conversa com um estranho...
Mas isso não significa que aqui não tenha essas características! Mas significa que aqui elas são diferentes. O inglês abre, mas também fecha portas ao mesmo tempo. Chegar para alguém que não fala inglês e você falar inglês, possivelmente seu tratamento será um tanto hostil.
Aquele Bom Dia que damos a todas as pessoas nas cidades pequenas perde o sentido fora do seu país. Pois, que língua eu devo usar? Espanhol? Português? Inglês? Húngaro? Grego? Me diz qual?
Hero's Square
 Problemas diários que poderíamos resolver com o famoso jeitinho brasileiro, ás vezes, se tornam em problemas futuros. Pois fora do Brasil o jeitinho não funciona. Você tem que seguir as regras, se quebrar, só porque não é de seu costume, ninguém se importa “nosso país, nossas regras”.
Pessoas viajam todos os dias, seja pequenas jornadas, da casa ao trabalho, medias jornadas, viagens em geral, grandes jornadas ou jornadas definitivas.
Eu estou em uma grande jornada, travo todos os dias lutas que não são as mesmas do Brasil. Mas isso me torna brasileiro, pois na realidade, o que nos torna brasileiros é sofrer um pouquinho a cada dia, mas andar com um sorriso no rosto!
Não estou dizendo que não estou gostando daqui, digo que em qualquer lugar do mundo existem lutas, conquistas e desconquistas. Falo para meus amigo que minha vida na Hungria é uma montanha russa, tem dias que quero pegar o próximo voo ao Brasil e no outro quero trazer minha família para morar aqui.
Não estou aqui para motivar ou desmotivar ninguém, eu estou aqui para contar a minha historia. Meu nome é Leonardo Giovane eu sou um brasileiro na Hungria e minha jornada é uma montanha russa! See you soon