terça-feira, 9 de agosto de 2016

Meu Primeiro Voo

Pois é, pode até parecer algo estranho neste mundo onde todos são viajantes, mas eu nunca tinha voado antes.
Já conheço alguns lugares bem distantes: Joinville/SC, Morretes/PR, Foz do Iguaçu/PR, Feira de Santana/BA, Curitiba/PR e outros lugares, mas todos meus deslocamentos tinham sido de ônibus ou de carro.
Mas ai, surgiu a oportunidade de ministrar uma oficina no Sesc de Ribeirão Preto/SP e eu não podia deixar passar. Até me ofereceram ir de São Paulo a Ribeirão Preto de ônibus, mas eu tinha que experimentar o tão falado voo doméstico!
E assim foi, peguei um ônibus de Atibaia/SP com destino a cidade de São Paulo, peguei o metro até o terminal São Judas, chamei um táxi no Uber e logo estava chegando no Aeroporto de Congonhas.
Confesso que pensei que eu demoraria muito para embarcar, ainda mais com essas novas regras na Anac e etc. Mas, por incrível que pareça o aeroporto estava muito vazio. Algumas filinhas na Gol, outras na Avianca, algumas na Azul e algumas pessoas em minha frente na fila da Latam.
Fiz meu check in e fui despachar minha bagagem, mas de verdade, não demorou nem 10 minutos na fila do despache. Ai pensei comigo:
-HÁ, aqui deve estar mais tranquilo, deixa eu subir para a inspeção para sofrer um pouco.
Que nada! Não sei se é pelo fato de ser uma segunda-feira, no período da tarde, mas no hall de embarque não tinha muita gente, e na fila para passar no raio X, 5 pessoas em minha frente.
Achei engraçado a moça do Raio X:
- Por Favor, retirem os notebooks das bolsas, aparelhos eletrônicos e outros...
Acho que ela se decepcionou ao ver no meu scaner que em minha mochila só existia minha carteira e um livro....
Enfim. Desci para o saguão para esperar meu embarque. Massss, como sempre ocorre, estava eu no portão 13 e escuto alteração para o portão 7, lá me vou ao portão 7, ai mais uma vez, alteração para o portão 4. Bom, claro que eu fui (mesmo contrariado) mas me sentei e aguardei.
Começou o procedimento de embarque, entrei na aeronave, tudo muito lindo, muito pequeno, pessoas se ajeitando e, eu encantado com tudo, desde de a simpatia da comissária de bordo ao botão de inclinar a poltrona.
Os procedimentos de voo começam, informações, as máscaras que caíram do teto e tudo mais. Até que o voo foi autorizado que o avião começa a pegar impulso na pista. Senti um friozinho na barriga e quando menos percebi estávamos no céu.
Dia nublado em São Paulo que deixou minha janela por uns 5 minutos branca, até que vi o sol e as nuvenzinhas parecendo algodão e as casinhas que pareciam lego. Algo incrível de se ver.
Ai, começou serviço de bordo, pensei que iria ser O serviço, mas foi só uma bebida mesmo. Até porque o voo tem apenas 40 minutos, mas acredite, foi tempo suficiente para muita gente dormir.
Começamos o processo de pouso, (mal acabamos de decolar já estávamos pousando rs), ai foi uma coisa que só, o ouvido ficava tapado a pressão diminuindo até que tudo ia se ajeitando. Do alto já dava para observar a região de Ribeirão Preto.
Até que o piloto disse. – Obrigado por voar Latam, o tempo em Ribeirão Preto é bom, temperatura de 35º... Mas como disse meu anfitrião:
- Nunca vi o comandante dizer que o tempo em Ribeirão não está bom (srsrsr).
Por fim, esperei minha bagagem sair (mesmo acreditando que ela não chegaria até meus braços, resisti e a esperei)... Encontrei o anfitrião e fomos para a cidade.
Foi bom voar, mesmo sendo bem rapidinho, literalmente voei de São Paulo a Ribeirão, deu até para sentir o friozinho na barriga e a ansiedade crescer pelo próximo voo.