sexta-feira, 19 de agosto de 2016

A Encantada Brodowski

Sempre tinha ouvido falar de Brodowski, a então intitulada Terra de Portinari, mas nunca tinha tido o prazer de andar por suas terras.
Foto Acervo Museu
Mas foi ai que tive esta oportunidade. Em uma manhã cinzenta de uma quarta-feira partimos de ônibus de Ribeirão Preto\SP eu e meu anfitrião. Pouco menos de 30 minutos já estávamos chegando à cidadezinha.
Logo de cara, pelo ônibus, parece que estamos indo para o caminho errado, pois o Bus dá literalmente um tour pela cidade, desde os bairros mais distantes aos mais turísticos (mas tenha fé, uma hora ele para no centro).
Descemos em um ponto próximo ao centro, basicamente próximo a igreja de Nossa Senhora Aparecida. Ai visitamos a praça e fomos em direção a praça do Museu Casa de Portinari.
Logo na praça, como tínhamos acordado cedo, decidimos tomar uma café antes da visita e, acreditem, a Sol e Lua Cafeteria é um lugar charmoso, requintado e muito bem decorado que vale muito apena conhecer e se deliciar em seus quitutes. E o melhor, fica na esquina do museu.
Ao chegar ao museu o encanto se deu por si só. Encontramos uma atendente super simpática, a Andreia Simão, que supriu todas as nossas dúvidas e deu um show de conhecimento sobre Candido Portinari.
As instalações do museu são ótimas, tudo muito bem sinalizado, informatizado, explicado... Enfim, já fui em inúmeros museus, mas, me encantei com o de Portinari.
No museu existem afrescos, roupas, talheres, moveis e outras obras e objetos que fizeram parte do cotidiano familiar de Portinari. Mass, o melhor, é o jogo da memória, em um dos quartos foram instalados painéis interativos que como num jogo da memória, permite o visitante conhecer as obras mais celebres e, as nem tão celebres, de Portinari.
Como já disse tudo um encanto. O museu bem vazio, por ser dia de semana, a cidade com suas ruas de paralelepípedo com alguns carros na rua, pessoas conversando na calçada, o comércio de portas abertas e um movimento ligeiramente de interior.

Já para almoçar, o tão falado restaurante da Simone, que fica nas redondezas do museu, não pode ser descartado do seu roteiro, pois com uma decoração incrível e uma espetacular culinária de interior, o espaço oferece um ambiente aconchegante e amigável a quem passa por lá (de verdade, não deixem de conhecer).
Logo depois do almoço fomos para rodoviária da cidade, já com o coração se despedindo de cada canto de Brodowski. A estação antiga da rodoviária lhe remete aos tempos antigos, bancos de pedra, estruturas rústicas, estatuas e uma leve brisa de faroeste (pois é, a chuvinha ajudava a enfatizar a ideia de faroeste).
A cidade é maravilhosa, tudo muito perto, um roteiro a pé é fácil de ser realizado e muito bom de ser apreciado.
Só lembre-se de uma coisa: seguir os passos de Portinari é fazer o passado se tornar presente em um toque de pincel!

Boa Viagem!

Obs: A entrada no museu é gratuita e o acesso de ônibus de Ribeirão Preto a Brodowski é feito pela viação São Bento (ou São Lento, como dizem os locais),,,
Site do Museu Casa de Portinari: http://museucasadeportinari.org.br/

Me lembrei que antes de conhecer, já amava este museu, olha só uma postagem do blog sobre o 'Candinho": http://aartedoturismo.blogspot.com.br/2014/07/arte-e-turismo-museu-casa-portinari.html