sexta-feira, 5 de julho de 2013

A Capital do Lobisomem

  "Joanópolis a Capital do Lobisomem".
     Esta denominação não é só mais um nome que a cidade carrega. Os moradores levam essa história a sério e a mesma teve seu inicio nos primórdios tempos desta região, quando como passagem dos bandeirantes paulistas, vez ou outra se defrontavam na penumbra das noites com o enorme lobo Guará e em meio ao consume de álcool e os folclores e crendices as historias tomaram vulto. Esquecida pelo tempo, apenas relembrada pelos moradores locais em rodas de fogueira ou no café ao pé do fogão a lenha, a história ressurgiu no começo dos anos 80, mais precisamente em 1983, quando a folclorista Maria do Rosário de Souza Tavares de Lima defendeu sua tese para a Escola do Folclore de São Paulo, abordando o tema e o local da pesquisa para o material foi a nossa cidade de Joanópolis, lançando o livro: "Lobisomem: assombração e realidade". Mas o reforço aconteceu em 1998 quando surgiu a Lobomania, voltando à tona o assunto em um comercial de uma famosa linha de fast-foods, enfocando o folclore do lobo e com a participação de moradores de nossa cidade. Nasceu aí a Associação dos Criadores de Lobisomem, confeccionando todo tipo de material fazendo alusão ao personagem, desta vez ao Lobisomem bonzinho, malandro, galanteador e com um forte apetite por galinha.

Lenda:
Existem algumas versões da lenda do Lobisomem, uma das versões diz que a sétima criança em uma sequência de filhos de um mesmo sexo tornar-se a fera, já em outra versão diz-se o mesmo de um menino nascido após uma sucessão de sete mulheres.
O Lobisomem é de um monstro que mistura formas humanas e de lobo. Quando nasce, a criança é pálida, magra e possui as orelhas um pouco compridas. As formas de lobisomem aparecem a partir dos 13 anos de idade. Na primeira noite de terça ou sexta-feira após seu 13º aniversário, o garoto sai à noite e no silêncio da noite se transforma pela primeira vez em lobisomem e uiva para a Lua, semelhante a um lobo.       
Após a primeira transformação, em todas as noites de terça ou sexta-feira, o homem se transforma em lobisomem e passa a visitar sete partes da região, sete pátios de igreja, sete vilas e sete encruzilhadas. Por onde ele passa, açoita os cachorros e desliga todas as luzes que vê, além de uivar de forma aterrorizante. Quando está quase amanhecendo, o lobisomem volta a ser homem.          
A lenda é horripilante e muitos joanopolenses juram terem presenciado ataques do homem lobo. Os mais antigos da cidade também contam que todas as crianças devem ser batizadas, o Lobisomem parece ter apetite por crianças que não tenham recebido as bênçãos divinas.